Devaneios de uma mente sã !!!


01/08/2008


Lá vamos nós traveis! rs

Há mto tempo não aparecia por aqui.. (mto mesmoooo)! Mta coisa aconteceu nesses quase 3 anos..

- consegui um emprego (de carteira assinada e tudo!) depois de 2 longos anos de estágio.

- terminei a faculdade.

- conheci mtas pessoas importantes pra mim e aprendi mto com a vida.

- mas o mais importante, o meu namoro com o guigo emplacou, ficamos noivos e estamos de casamento marcado! aham.. verdade verdadeira!

 

Por isso resolvi fazer desse cantinho um espaço de organização do casamento.

Apesar desses blogs de noiva terem virado moda, eu percebi que é um meio mto eficiente para organizar as idéias e o planejamento. Gente é tanta coisa pra ver.. vestido, buffet, dia da noiva, salão, dj, filmagem e fotografia, buquet, igreja, ornamentação..

 

Aos pouquinhos colocarei meu pensamento em ordem e este fica como mais um post reinaugural..rs

Inté!

Escrito por Luluzinha às 23h24
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

29/03/2006


Depois de tanto tempo de total descaso com você blog querido, percebi o quanto me faz falta.

Você q sempre me ajudou, sempre acolheu meus desabafos como um amigo q está aqui só pra ouvir e q mtas vezes me ajudou a encontrar as soluções, foi tratado d maneira tão indiferente por mim.. perdão meu caro... voltei pq preciso de vc, sei q me acolherá de braços abertos e atenderá este pedido de socorro...

Vamos ser outra vez nós dois!! Música em sua homenagem:

Roberto Carlos - O Portão

Eu cheguei em frente ao portão,
meu cachorro me sorriu latindo
Minhas malas coloquei no chão,
eu voltei

Tudo estava igual como era antes,
quase nada se modificou
Acho que só eu mesmo mudei,
eu voltei ...

Eu voltei,
agora pra ficar,
porque aqui,
aqui é o meu lugar
Eu voltei pras coisas que eu deixei,
eu voltei ...

Fui abrindo a porta devagar,
mas deixei a luz entrar primeiro
Todo meu passado iluminei,
e entrei ...

Meu retrato ainda na parede,
meio amarelado pelo tempo
Como a perguntar por onde andei
e eu falei ...

Onde andei não deu para ficar,
porque aqui,
aqui é o meu lugar

Eu voltei pras coisas que eu deixei,
eu voltei ....

Sem saber depois de tanto tempo
se havia alguém a minha espera
Passos indecisos caminhei
e parei

Quando vi que dois braços abertos,
me abraçaram como antigamente
Tanto quis dizer e não falei
e chorei ....

Eu voltei,
agora pra ficar
porque aqui,
aqui é o meu lugar

Escrito por Luluzinha às 09h43
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

15/10/2005


Ontem cheguei de Macaé, e a noite, fomos eu, guigo, michelle, joao e henique ao show do Cordel do fogo encantado.. simplesmente fodaaaaa, s/ palavras, ultimamente tenho ido a shows, peças e atividades culturais maravilhosos como o festival de cinema.. enfim.. passamos por um perrengue e o fim de noite foi péssimo, mas o show valeu por minha vida, não poderia morrer s/ ter visto isso, e em homenagem aos meninos do Cordel aí segue uma poesia q eles recitaram durante o espetáculo etem muito haver comigo.. beijos!

Os Três Mal Amados
(fragmentos)

João Cabral de Melo Neto



O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.


O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.



O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.

O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.


O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.

 

Escrito por Luluzinha às 22h56
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

26/09/2005


 Ultimamente c/ a preguiça e o ócio q me encontro devido a greve na facul, esqueci até de relatar o show fodaaaaa ( não tenho outra palavra pra definir) do Los Hermanos no dia 11.

Noticias atuais: Semana passada tive q cancelar o show do Jorge Ben por motivos de força maior.. rs, fiquei c/ febre e dores pelo corpo, mas só nessa quarta quando pegar o exame de sangue saberei o q eu tive. Já estou bem, embora a rinite tenha me atacado.. xó urucubaca.. pé de pato, mangalô 3 x !!!!

Fresquinhas: Sábado assisti um lindo musical no CCC, sobre a figura mais representativa do Rio de Janeiro, o bom e velho 'malandro'.  O elenco continha dançarinos maravilhosos, deu até vontade de fazer umas aulinhas de dança de salão..hehe                                                                                                               

Ontem fui com o Guigo assistir a um dos filmes do Festival de cinema do Rio, o filme se chama Factótum, inspirado nas obras de Charles Bucowski, adorei a adaptação, e achei q o diretor e o roteirista conseguiram costurar mto bem a historia e fizeram juz ao grande escritor. O capuccino c/ creme e os pãezinhos de queijo no final da sessão + os abraços e beijinhos do guigo cairam mto bem c/ o tempinho chuvoso..hehe

Sem mais... to aqui c/ preguiça de ir comprar os ingressos de Lady Vingança e Senhor Vingança q fazem uma trilogia junto c/ o Old Boys q o guigo me indicou já na primeira vez q nos vimos, confesso q fiquei e estou curiosa pra assistir, mas a chuva tá f***.

Novidades: Talvez irei viajar pro Sergipe, mas precisamente Aracajú, pro Encontro Nacional dos Estudantes de Artes.. pois eh.. sempre pintei o sete mesmo, apesar de não ser uma artista clássica, sou mto famosa pelas merdas, ops, artes q faço hehe, não to mto empolgada.. mas como sempre deixo pra decidir tudo na ultima hora.. vamos ver o q acontece..  Valeu pelo bico Nanda!!

Essa semana não tem poesia não.. bjoks!

Escrito por Luluzinha às 18h45
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

17/09/2005


Afinidade é ficar longe pensando parecido
a respeito dos mesmos fatos que impressionam,
comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavras.
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.

Afinidade é sentir com, nem sentir contra,
nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
Quanta gente ama loucamente,
mas sente contra o ser amado.
Quantos amam e sentem para o ser amado,
não para eles próprios.

Sentir com é não ter necessidade de explicar
o que está sentindo.
É olhar e perceber.
É mais calar do que falar, ou, quando é falar,
jamais explicar: apenas afirmar.

Afinidade é jamais sentir por.
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.

Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças.
É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas
quanto das impossibilidade vividas.

Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou
sem lamentar o tempo de separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida,
para que a maturação comum pudesse se dar.
E para que cada pessoa pudesse e possa ser,
cada vez mais a expressão do outro
sob a forma ampliada do eu individual aprimorado.

                                                      Arthur da Távola
                 

Se alguem souber de algo pra fazer por favor comunique-se, to me tornando o mais chato dos seres humanos, não aguento mais não fazer nada.. hunf

Escrito por Luluzinha às 11h53
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

12/09/2005


Radical..

  Tenho que extravazar minha impaciência pelos diálogos universais, práticos e mecânicos do dia-a-dia. Como por exemplo, quando encontramos alguém que não vemos há algum tempo... O dialogo para todos, sempre se resume na mesma pergunta e na mesma resposta:

- E ai, como está? E o trabalho, a vida?
- Tudo ótimo e contigo? 

Com sinceridade, por favor. Quantas vezes usamos esses e outros diálogos, com a intenção verdadeira de saber sobre o outro? Essa educação prende nossa possibilidade de realmente conhecer o outro, é falsa.
Soltamos palavras ao vento, o tempo todo... Assim é nossa maneira de viver: não conhecemos ninguém, nos escondemos atrás dessas frases, dessas palavras, dessa educação. E aí de quem “chutar o balde” e resolver ser 100% sincero: um mal educado, egoísta, mascarado - quando mascarado mesmo é aquele que te abre um enorme sorriso, mecânico, educado. Não quero essa educação comigo, quero sinceridade, só fale se realmente sentir vontade. Só pergunte, se tiver interesse. Senão fique quieto. Com certeza, meu respeito sincero vai ter.
Estou falando isso, porque ando mais introspectiva, calada, observando, e percebi que as vezes agimos com um certo cinismo, robótico, acorrentado.                                                                                                                                                        
 Estou cansada, me demiti há muito tempo, hipocrisia não é comigo, só sorrio quando tenho vontade! Fomos implantados nesses conceitos desde que nascemos...                                                                                                                                           Não são todos que se encaixam nesse paradigma, mas como o mundo é assim, para não ficarmos de fora, nós terminamos escravos de nosso próprio preconceito. Mas quer saber? Que se dane, que eu fique de fora então, pois a minha verdade hoje e sempre é que não há educação melhor do que ser sincero; antes grossa do que ser falsa com meus principios e colaborando com essa sociedade hipocrita!

Escrito por Luluzinha às 16h42
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

24/08/2005


É preciso não querer gostar, deixar de amar para ser amado;
Fingir acreditar num sonho e não poder alcançá-lo;
Querer dormir eternamente sem jamais ser acordado.

É preciso rir diante da desgraça, fingir-se cego de fronte ao horizonte;
Desconhecer-se p/ conhecer o outro, um outro que nunca se mostrará;

É preciso não deixar q as coisas parem,
não desanimar, mesmo vendo a encruzilhada posta no seu caminho;

É preciso confiar desconfiando,
querer não querendo,
se sentir tão pequeno, tendo a força de um gigante.

É preciso calar, fingir-se idiota p/ depois fazer c/ que percebam
que idiotas foram os traidores.

É preciso não ter pressa de chegar,
mas eu querendo engolir o mundo, acabei vomitando a mim mesma...

                                                                            Luana Gomes dos S. Gonçalves 

 

P.S: Cada dia me surpreendo mais.. não sei como consegui escrever uma coisa dessas,.. ando muito sentimental..quem será o culpado??? rs. Ficou lindo não?? 

Escrito por Luluzinha às 20h43
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

06/07/2005


A Pessoa Errada

Pensando bem, em tudo que a gente vê, e vivencia, e ouve e pensa,
não existe a pessoa certa pra gente

Existe uma pessoa que, se você for parar pra pensar é, na verdade a pessoa errada

Porque a pessoa certa faz tudo certinho

Chega na hora certa,

Fala as coisas certas,

Faz as coisas certas,

Mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas

Aí é hora de procurar a pessoa errada

A pessoa errada te faz perder a cabeça

Fazer loucuras

Perder a hora

Morrer de amor

A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar

Que é prá na hora que vocês se encontrarem

A entrega ser muito mais verdadeira

A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa

Essa pessoa vai te fazer chorar

Mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas

Essa pessoa vai te tirar o sono

Mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível

Essa pessoa talvez te magoe

E depois te enche de mimos pedindo seu perdão

Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado

Mas vai estar 100% da vida dela esperando você

Vai estar o tempo todo pensando em você

A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo

Porque a vida não é certa, nada aqui é certo

O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo,

Amando, sorrindo, chorando, emocionando, agindo, querendo, conseguindo

E só assim é possível chegar àquele momento do dia

Em que a gente diz: "Graças a Deus deu tudo certo"

Quando na verdade, tudo o que ele quer

É que a gente encontre a pessoa errada

Para que as coisas comecem realmente funcionar direito pra gente

Nossa missão:

Compreender o universo de cada ser humano, respeitar as diferenças, brindar as descobertas, buscar a evolução.

Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas...

 Luis Fernando Veríssimo  

(O texto é bonito, mas tenho minhas dúvidas sobre o autor, será q o maravilhoso Versissimo escreveria com uma linguagem assim???)

Beijos, bom meio de semana, e c/ as férias chegando estarei sempre por aqui... Carpe Diem

Escrito por Luluzinha às 16h29
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

28/06/2005


Robbie Williams - Angels

I sit and wait
Does an angel contemplate my faith
And do they know
The places where we go
When we're grey and old
'cause I've been told
That salvation lets their wings unfold
So when I'm lying in my bed
Thoughts running through my head
And I feel that love is dead
I'm loving angels instead

And through it all she offers me protection
A lot of love and affection
Whether I'm right or wrong
And down the waterfall
Wherever it may take me
I know that life won't break me
When I come to call she won't forsake me
I'm loving angels instead

When I'm feeling weak
And my pain walks down a one way street
I look above
And I know I'll always be blessed with love
And as the feeling grows
She breathes flesh to my bones
And when love is dead
I'm loving angels instead
 
 

Escrito por Luluzinha às 19h32
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

24/06/2005


FERNANDO GABEIRA

O outro lado do rio
Trinta pessoas foram assassinadas na Baixada Fluminense. Faz pouco mais de uma semana, mas parece longe. O episódio já vai quase se perdendo nas camadas mais profundas da memória.
No dia posterior ao assassinato em massa, uma professora de criminologia da PUC tentou discutir o tema com seus alunos. O interesse era pequeno. São fatos comuns em certas áreas da cidade, onde o abandono e a pobreza criam um caldo de cultura propício à violência. Uma coisa que acontece entre eles, o que fazer?
Há uma base de realidade nisso. A Baixada Fluminense, segundo as pesquisas, registra 2.000 crimes de morte por ano. Seu índice de homicídio é de 74 por 100 mil habitantes, comparável ao de países em guerra.
É falso supor que nada temos a ver com os crimes. Também quando morrem homossexuais, costuma-se atribuir o assassinato à cultura de violência entre as minorias sociais, na outra margem do rio.
Nessa chacina morreu um travesti, mas pouco se falou dele. Talvez para não dar atenuantes aos criminosos. Matar travesti é quase um ato de rotina. Mencionar esse detalhe retiraria o caráter excepcional dessa macabra operação, que exterminou crianças, trabalhadores e a dona de um bar.
Inconscientemente, vamos criando uma camada de defesa contra o horror. As crianças indígenas morrem porque os índios têm a cultura de alimentá-las por último. Mulheres são estupradas porque, de certa forma, provocaram seus agressores.
Não há como fugir da realidade das ruas. Em primeiro lugar, porque há uma unidade indissolúvel entre os seres humanos. Todos fomos atingidos. Em segundo lugar, porque é ilusão ignorar que a violência urbana se espalha de uma forma ainda imperfeitamente democrática pelos bairros mais ricos da metrópole e se diversifica. Quem diria, há alguns meses, que mães de jogadores de futebol seriam o alvo preferencial de seqüestros?
Assisti aos enterros na Baixada e fiquei perto dos túmulos para anotar o lamento dos familiares. Era um lamento direto. A irmã de um jovem de 19 anos, morto pelo bando, perguntava aos gritos: "Como é possível entregar armas e fardas a quem comete crimes como esse?".
Numa outra ponta da linha, a professora de criminologia afirmava aos seus alunos: "Faltou controle, pois ninguém começa matando criancinhas. É muito improvável que tenham chegado a esse ponto sem percorrer uma longa trajetória de crimes".
Dos países que visitei, o único onde a polícia tinha o hábito de decapitar suas vítimas e lançar suas cabeças como um aviso era o Haiti. Nesse particular, a polícia da Baixada se iguala aos haitianos. Teoricamente, isso deveria nos mover, pois o Exército brasileiro está no Haiti, com a missão, entre outras, de neutralizar os métodos violentos da polícia de lá.
É provável que as autoridades considerem um ponto final nesse caso a prisão dos assassinos. Elas tendem a se esquivar de um cara a cara com o problema, que exige muito mais do que a simples prisão do grupo de extermínio.
Qualquer pessoa sensata sabe que há, no Brasil, um grande clamor contra a violência urbana há alguns anos. Manifestações pela paz, campanha de desarmamento, fóruns e seminários sucedem-se nas telas de TV e nas páginas de jornal. Mas sabemos também que, apesar de toda a discussão, a situação só tem piorado.
Alguma coisa está errada em nosso caminho. Por que insistir apenas neles quando se mostram insuficientes? Uma das razões é a dificuldade de encararmos com coragem uma reforma da polícia. Há cidades que a realizaram, como Nova York. O mundo não acabou com isso.
No caso brasileiro, o que afasta os governantes da idéia são os inúmeros transtornos que vislumbram. O primeiro deles é o perigo da sabotagem, do corpo mole, destinado a bombardear a mudança. O segundo é a liberação, na sociedade, de grupos que têm familiaridade com as ações armadas e se vêem desempregados.
É preciso trocar o sangue sem que o coração pare. Daí a importância do Exército. Ele não necessita fazer o papel de polícia. Assim como no Haiti, ele apenas daria apoio às operações da nova polícia, para manter a ordem e superar as resistências internas às mudanças.
Alguns podem argumentar que a presença do Exército nas ruas de Porto Príncipe é constitucional, na Baixada Fluminense não. Há possibilidades legais de apoiar a polícia em caso de emergência. É claro que muitos podem achar que não estamos em emergência. Não é essa a opinião dos parentes e amigos dos que estão tombando.
Em vez de encarar essa tarefa estratégica, o governo prepara o Exército para conter motins e manifestações de massa. É um uso equivocado, uma dispersão de energia. Não se podem mobilizar os serviços de inteligência, os helicópteros, a rede de comunicação, a experiência tática, pois é proibido fazer papel de polícia. Enquanto isso, são preparados para o áspero papel de polícia, a repressão de manifestações.
Todos esses rodeios servem para evitar uma reforma real da polícia. Estamos há anos tentando fazer omelete sem quebrar os ovos . Não vejo nisso uma saída para todos os problemas. Apenas uma melhora real.
Estamos todos em dívida com as pessoas que querem um mínimo de segurança. Teremos de gastar mais e, sobretudo, melhor, nosso dinheiro; teremos de passar por uma ou outra convulsão.

março/2005

 

Escrito por Luluzinha às 21h40
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

16/06/2005


Escolhi esse texto lindo do Miguel Falabella

Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa um soco um pontapé doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa dói morder a língua dói cólica cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele do cheiro dos beijos.
Saudade da presença e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto sem se verem mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la ela o dia sem vê-lo mas sabiam-se amanhã.
Contudo quando o amor de um acaba ou torna-se menor ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada; se ele tem assistido às aulas de inglês se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial; se ela aprendeu a estacionar entre dois carros; se ele continua preferindo Malzebier; se ela continua preferindo suco; se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados; se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor; se ele continua cantando tão bem; se ela continua detestando o MC Donald`s; se ele continua amando; se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos; não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento; não saber como frear as lágrimas diante de uma música; não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama e ainda assim doer; Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você provavelmente está sentindo agora depois que acabou de ler.

Lindo não??!!  beijos 

Escrito por Luluzinha às 19h43
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

29/05/2005


 To afim de pegar a reta... alguém se habilita a me acompanhar???

Gal Costa - Onde Deus Possa Me Ouvir
by Vander Lee

Sabe o que eu queria agora, meu bem?
Sair, chegar lá fora e encontrar alguém
Que não me dissesse nada
Não me perguntasse nada também
Que me oferecesse um colo, um ombro
Onde eu desaguasse todo desengano
Mas a vida anda louca
As pessoas andam tristes
Meus amigos são amigos de ninguém

Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender por que se agridem
Se empurram pr´um abismo
Se debatem, se combatem sem saber

Meu amor
Deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir
Minha dor
Eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui, pode sair

Adeus.

 

Escrito por Luluzinha às 19h13
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

10/05/2005


O Laço e o Abraço

"Meu Deus! Como é engraçado...
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço...
Uma fita dando voltas? Se enrosca...
Mas não se embola, vira, revira, circula e pronto, está
dado o laço. É assim que é o abraço: coração com
coração, tudo isso cercado de braço. É assim que é o
laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido,
em qualquer coisa onde o faço. E quando puxo uma
ponta, o que é que acontece?
Vai escorregando... devagarzinho, desmancha, desfaz o
abraço. Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido e
na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então é assim o amor, a amizade?
Tudo que é sentimento?
Como um pedaço de fita?
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a
qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade, laço
de ternura. E quando alguém briga, então se diz:
romperam-se os laços. E saem as duas partes, como os
meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço. Então
o amor é isso... Não prende, não escraviza, não aperta,
não sufoca, porque quando vira nó, já deixou de ser um
laço".


Escrito por Luluzinha às 21h31
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

07/05/2005


   Para todos os meus malucos queridos do coração!!!!!!! Vamos lá, cantemos o nosso hino.... é um, dois, três e...

 

Rita Lee - Hino Dos Malucos  

Nós, os malucos, vamos lutar
Pra nesse estado continuar
Nunca sensatos nem condizentes
Mas parecemos supercontentes
Nossos neurônios são esquisitos
Por isso estamos sempre aflitos
Vamos incertos
Pelo caminho
Nos comportando estranhos no ninho
Quando a solução se encontra, um maluco é do contra
Mas se vai por lado errado, um maluco vai do lado

Malucos, a nossa vida é dar bandeira
ligando a luz da cabeceira,
se a água pinga na torneira
Malucos, a nossa luta é abstrata
já que afundamos a fragata,
mas temos medo de barata

Nós, os malucos, temos um lema
Tudo na vida é um problema
Mas nunca tente nos acalmar
Pois um maluco pode surtar
Os nossos planos são absurdos
Tipo gritar no ouvido dos surdos
Mas todo mundo que é genial
Nunca é descrito como normal
Quando o papo se esgota,
um maluco é poliglota
Mas se todo mundo grita,
um maluco se irrita

Malucos, somos iguais a diferença
e todos temos uma crença:
seguir a lei jamais compensa
Malucos, somos a mola desse mundo,
mas nunca iremos muito a fundo
nesse dilema tão profundo.      
Carpe Diem!!!!

Escrito por Luluzinha às 15h54
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

28/04/2005


 Estou bem.. rsrs  e em homenagem a todos os meus amigos q são os meus "bens" mais preciosos.. tudo de melhor pra nós!!!  E para os nossos inimigos... rosas pra aliviarem o odor da falsidade... beijos!!!!  Amo Vocêsssssss.

 

Hoje eu quero a rosa mais linda que houver

E a primeira estrela que vier para enfeitar a noite do meu bem

Hoje eu quero paz de criança dormindo
       
E o abandono de flores se abrindo
        
Para enfeitar a noite do meu bem
                 
Quero a alegria de um barco voltando                   
          
Quero ternura de mãos se encontrando
          
Para enfeitar a noite do meu bem

Ah, eu quero o amor, o amor mais profundo
            
Eu quero toda beleza do mundo para enfeitar a noite do meu bem

Ah, como esse bem demorou a chegar
           
Eu já nem sei se terei no olhar
        

 

Escrito por Luluzinha às 19h13
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Perfil



Meu perfil
BRASIL, Sudeste, NITEROI, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, Spanish, Cinema e vídeo, Arte e cultura, conhecimentos gerais
ICQ - 321047333

Histórico